novelos de lã - crie e/ou integre marcadores!



Liberdade é transpirar limites, 
deslocar razão, 
dançar o céu da boca.
movimento de pássaros


viaja o ser silente no princípio oculto de sua natureza brilhante
raro instante a entregar lhe misterioso espelho
vibra, ondulações de Alma tão profunda e presente
ancestral e delicada força do encontro
viva Arte manifesta afluente sons de imensidão
profunda ˜ sensível ˜ emerge
desnuda e atenta recebe o dom
crescer a voz do mar
fechar os olhos e ser todo paisagem
fluir ˜ maior ˜ canção

(Jade Rainho)








viajante que pisa o caminho com Amor não se perde
que planta estando inteiro aonde for não fenece


(Jade Rainho)

água viva



o tempo
esse astronauta louco
soltou minha mão
e apontou
trilhas, pedras
verde distante
e eu me fui
Girassol
nas tardes
reaprender o simples
pisar horizonte
puro olhar
vir da fonte
ouvir atento
de histórias
a transformar
perdi cascas
e abandonei pesares
tudo que prendia
o encanto
de dançar
sua entrega
um rio livre
água
transbordar

(Jade Rainho)







"Core.grafia"
(Por Hélio Francisco e
todos SereS-simples)


...Tempo frio de ||engavetar|| palavras
In.verno in.stante de S o l. a r
Se des.cobrir num cobertor e de.compor
\Abrindo/ e s p a ç o pra res.significar

Mesa, cadeira, casa, mente e flor
Certo e errado em des.invenção
Se des.alinhe e ~~des.a.lise~~ um novo olhar
Tudo é p r e s e n t e quando grafa o Cor.ação

Irá perdurar aquilo que você  c o r e (o) g r a f a r
Em m o v i m e n t o  em teu sorrir e sentir´alma se acalmar
Pra´ poder fluir essência em cor e tom de se ouvir
Fazer e c ((o)) a r   o    S e r-S i m p l e s  que há dentro de ti ...

sob a neblina

par de  vagalumes 

se revezam de  luar..




chuvissol

é uma borboleta,

uma congregação de borboletas sorrindo ao mesmo tempo
enquanto uma delas toca harpa caipira pra gente sentir em câmera    
l        e                     n                                          t                                                                  a .






 o   h  o  r  i  z  o  n  t  e   é   q  u  a  n  d  o   a   v  i  s  t  a   d  e  i  t  a   o  s   e  n  g  a  n  o  s   d  o   m  u  n  d  o .

escrever é insuficiente.
da folha de sulfite 

só fito.
n~ao embarco nas estrelas.
sonhei de índia
e fiz descanso no rio

lar em canoa.

tua boca a soprar
cataventos de flores:

saias rodando!

Todo um recinto de profunda sinceridade. É o cômodo que se revira, arromba a porta e parte. Permaneço, agora sem paredes. Aquecimento súbito no cardíaco, sangue alucinado, dilatação do olhar, rubor na face, frio na derme: uma pipa ascende, brincalhona, e me comove. Hoje tudo me emociona. Está - estou - solta, desalinhada. Voa como se adentrasse o mar pela primeira vez! Respinga em meus olhos. A lágrima benze o teu vôo e me acalma.



Transborda amora
Na-morada 
Do cor-ação.







Reembolando o novelo?


Sob o céu opaco
vendedor de caleidoscópios
negocia as estrelas.



Navegar...
Descobrir...
Trans-ver...
Quando um nó de vento te arrasta
e o silêncio te diz coisas que não quer ouvir...

Na noite tudo muda de lugar.
um sol tímido
invade janelas
cheira cabelos.

(Nana)


meu azul? se esquiva, brando..

um vermelho me experimenta: brasa!





Olhos ardentes

na sala de espera








vermelho sangue




Banhada de um suor que me lava 

a alma/
e a leva mais pra perto 


do corpo/

e me eleva pra além 


da mente/

leve como uma pele 


que pisca:


pálpebra de alma!




Cerrado alto
Garganta seca canta
nomes de chuva




chuvinha cai



na cabeça desfaz nuvem



brisa fresca.



a política inter-f e r e  no dia-a-dia, senhor. 
enquanto, a poesia é carinho sem hora.
e só me governa um estado poético.
quando esvazio o mundo de mim, sei que já me está. é como o cheiro da chuva aproximando a mensagem de vento sentida de mato fresco até mesmo na cidade. até mesmo que eu confunda asfalto com terra molhada. pois sou herdeiro de esquecimentos sensoriais, daí que nunca me dèjá vu e sempre me dei chover quietudes de tristeza sem palavra, trovão, relâmpago . . . tão longe d'água doce que percorro inverso a mergulhar nuvens de umidecer o sal e liquidar   s  a  u  d  a  d  e  .

chorar é uma forma de obter ternura da fonte .

Marcamor: Sussurros...



Espiral de sussurros em cores
Floreando num girar de encontros
Em notas de musicolorir...
Abraços de fazer ouvir movimentos
Contato... Ato... Audição... Ação...
Silêncio de fazer dormir pensamentos
Embalados na cadencia da sonoridade
Transpassada em um...
Ver/ouvir
Mover/sentir
O que me atravessa
É a vontade da Soma.


Thiago Cohen

marcamor: amoreiro


"vou lhe contar do pé de amora
 senhora, preste atenção
 bem onde há quem pinte a sola
 corou ali seu coração

 esse que amava a primavera
 arco-íris, imensidão,
 foi-se embora pr’a quimera
 mas deixou ali seu coração

 e a mocinha tinha cisma de limpinha
 e não quis sujar sua mão
 hoje mora nessa casa bem vizinha
 trouxe enfim seu coração

 e hoje o moço, que vê tudo de uma estrela
 sua mocinha, seu coração
 de lembranças enche toda a primavera
 chora amoras pelo chão.

 essa era a minha história
 senhora, e se prestou atenção
 saberá que o agora

 é a hora... pro coração." 

                                           (rafa carvalho)